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Soluções para travar escalada da factura energética nacional

Junho 23, 2008

Portugal produz apenas 15% da energia que consome, o que significa que é um dos países mais dependentes da utilização de energias fósseis importadas. Aumentar a eficiência no consumo de energia e aproveitar o potencial das renováveis são os caminhos a seguir.

Cerca de 85% da energia consumida no nosso país é importada e de origem fóssil, ou seja, petróleo, carvão e gás natural. Entre 2004 e 2005, Portugal aumentou os custos de importação de petróleo em mais de 38%. Em 2005, por cada 100 euros de importações, 38 foram directamente para a compra de petróleo e derivados.

E se em 2007 a factura energética nacional subiu 2,1 por cento, cifrando-se nos oito mil milhões de euros – o que representa o custo de quase 9 pontes Vasco da Gama! -, actualmente, com o preço do crude a ultrapassar os 140 dólares por barril, a situação piorou!

Estes dados têm consequências directas na economia, uma vez que o custo dos combustíveis fósseis importados encarece a produção de bens e serviços em território nacional. Como se não bastasse, a utilização pouco eficiente da energia traduz-se em ameaças preocupantes para o país, sejam económicas, sociais ou ambientais.

Aumentar a eficiência no consumo e aproveitar o potencial das renováveis são, por isso, as alternativas. Mas, se no campo das renováveis, Portugal tem tido um progresso assinalável, com destaque para as energias eólica, solar, hídrica e da biomassa, o mesmo já não se pode dizer da eficiência energética.

Portugal tem uma Intensidade Energética – a medida da eficiência energética das economias nacionais – superior à média da EU. Como tal, é necessário inovar e ser mais eficiente, a bem da segurança de abastecimento e do desenvolvimento económico do país.

E lembre-se, 1 kWh poupado é mais barato do que 1 kWh produzido por qualquer tipo de fonte, seja renovável, seja fóssil.

Ao longo dos próximos meses, a TV ENERGIA vai dar-lhe a conhecer novos equipamentos, mostrar-lhe como utilizar um recurso escasso e como adoptar uma nova atitude. Mais eficiente e mais sustentável…

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