Alterações Climáticas: o Desafio Após Copenhaga

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No próximo dia 29 de Março realiza-se em Serralves a conferência Alterações Climáticas: o Desafio Após Copenhaga, com o alto patrocínio do Presidente da República. Esta conferência é uma organização da COGEN Portugal e da APGEI, em parceria com Serralves.

A Conferência de Copenhaga, realizada em Dezembro de 2009, perspectivava-se como um dos encontros mais importantes da história sobre o meio ambiente e as alterações climáticas. O acordo a assinar, resultante de um processo negocial conduzido pelas Nações Unidas, daria sequência ao Protocolo de Quioto de 1997 e deveria ter como objectivo estabelecer metas para a redução de emissões e o nível de comprometimento dos diversos países até 2020. A União Europeia teve um papel primordial e de liderança na preparação de propostas. Os resultados ficaram, porém, longe do pretendido. O Acordo de Copenhaga limitou-se a um documento vago e não vinculativo, preparado pelos Estados Unidos da América, China, Índia, Brasil e África do Sul. A ONU e a UE foram marginalizadas bem como os países mais pobres, potencialmente mais afectados pelas alterações climáticas.

É um facto indesmentível que o clima está a alterar-se, com impactos significativos na vida de todos nós. De acordo com o Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas (IPCC) da ONU e com as projecções dos cientistas, é necessário reduzir as emissões de dióxido de carbono entre 25 e 40% relativamente aos níveis de 1990 e desenvolver até 2050 uma economia com baixas emissões de gases com efeito estufa, para evitar uma catástrofe climática decorrente do aquecimento global.

O desafio é enorme e é necessário restabelecer a credibilidade perdida em Copenhaga. A COGEN Portugal, a APGEI e Serralves partilham estas preocupações e querem aproveitar esta oportunidade para dar a conhecer o que motiva alguns dos principais intervenientes no processo e como chegar a um acordo da maior importância para o futuro da humanidade.

Serão oradores nesta conferência Humberto Rosa (Secretário de Estado do Ambiente), Teresa Ribera (Secretária de Estado espanhola para as Alterações Climáticas), Keith Curtis (Assessor na área da Energia do Gabinete de Operações Internacionais do Departamento de Comércio dos EUA), Daniel Bessa (Director-Geral da COTEC Portugal), entre outros. As conclusões estarão a cargo de Jorge Borrego (Presidente da COGEN Portugal). As sessões de abertura e encerramento serão da responsabilidade de Rui Guimarães (Presidente da APGEI) e de Luís Braga da Cruz (presidente da Fundação de Serralves), respectivamente.

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